quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O MURO DE BERLIM.....20 ANOS DO FIM DA GUERRA FRIA



Por mais de 28 anos, o Muro de Berlim foi símbolo da divisão das duas Alemanhas. A muralha se estendia por 155 quilômetros e separava Berlim Ocidental de Berlim Oriental. Muito maior era a fronteira interna alemã, entre a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA), de regime comunista.

1961: Construção do Muro de Berlim


Início da construção do maior símbolo da Guerra FriaEm 13 de agosto de 1961, guardas da RDA começaram a fechar com arame farpado e concreto a fronteira que separava as partes oriental e ocidental de Berlim, bem como Berlim Ocidental do território da Alemanha Oriental.

O funcionário do Serviço de Defesa da Constituição de Berlim que estava de plantão no segundo fim de semana de agosto de 1961 não esperava ocorrências extraordinárias. Mas já na madrugada de sábado para o domingo, dia 13, ele foi surpreendido à 1h54 pela notícia de que o tráfego de trens entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental fora suspenso.

A abrangência do fato, porém, só ficou clara quando o dia amanheceu. A República Democrática Alemã (RDA) dera início à construção de um muro entre as duas partes de Berlim, cortando o acesso de 16 milhões de alemães ao Ocidente. "A fronteira em que nos encontramos, com a arma nas mãos, não é apenas uma fronteira entre um país e outro. É a fronteira entre o passado e o presente", era a interpretação ideológica do governo alemão-oriental.

Doris Bulau

Reação às fugas

A RDA via-se com razão ameaçada em sua existência. Cerca de 2 mil fugas diárias tinham sido registradas até aquele 13 de agosto de 1961, ou seja, 150 mil desde o começo do ano e mais de 2 milhões desde que fora criado o "Estado dos trabalhadores e dos camponeses". O partido SED puxou o freio de emergência com o auxílio de arame farpado e concreto, levantando um muro de 155 quilômetros de extensão que interrompia estradas e linhas férreas e separava famílias.

Ainda dois meses antes, Walter Ulbricht, chefe de Estado e do partido, desmentira boatos de que o governo estaria planejando fechar a fronteira: "Não tenho conhecimento de um plano desses, já que os operários da construção estão ocupados levantando casas e toda a sua mão-de-obra é necessária para isso. Ninguém tenciona construir um muro".

Nos bastidores, porém, corriam os preparativos, sob a coordenação de Erich Honecker e com a bênção da União Soviética. Guardas da fronteira e batalhões fiéis ao politburo encarregaram-se da tarefa. Honecker não tinha a menor dúvida: "Com a construção da muralha antifascista, a situação na Europa fica estabilizada e a paz, salvaguardada".

As potências ocidentais protestaram, mas nada fizeram. Para os berlinenses de ambos os lados da fronteira, a brutalidade do muro passou a fazer parte do cotidiano. Apenas 11 dias após a construção, morreu pela primeira vez um alemão-oriental abatido a tiros durante tentativa de fuga. A última vítima dos guardas da fronteira foi Chris Gueffroy, morto em fevereiro de 1989.

Queda após 28 anos

Por mais de duas décadas, o Muro de Berlim foi o símbolo por excelência da Guerra Fria, da bipolarização do mundo e da divisão da Alemanha.

Ainda no início de 1989, Honecker, no poder desde 1971, manifestava confiança em sua estabilidade: "O muro ainda existirá em 50 ou em cem anos, enquanto não forem superados os motivos que levaram à sua construção".

Apenas dez meses depois, em 9 de novembro daquele ano, os habitantes de ambas as partes da cidade caíam incrédulos nos braços uns dos outros, festejando o fim da muralha que acabou sendo derrubada pouco a pouco e vendida aos pedaços como suvenir. Menos de um ano depois, o país dividido desde o fim da Segunda Guerra foi unificado, mas a verdadeira integração entre as duas partes é um processo que ainda não terminou.


Ainda há berlinenses que lamentam queda do Muro

Restos do Muro de Berlim: passagem obrigatória de todo turistaMais de 10% dos berlinenses prefeririam que o Muro ainda existisse. Pesquisa aponta que preconceitos entre moradores dos dois antigos lados tendem a diminuir, mas ainda existem.

Segundo o cientista político Oskar Niedermayer, mais de 10% dos moradores das antigas Berlim Ocidental e Oriental gostariam que o Muro ainda dividisse a cidade. A pesquisa, realizada pelo Instituto Forsa para a Universidade Livre de Berlim (Freie Universität Berlin) consultou aproximadamente dois mil moradores da capital alemã e seus arredores.

Niedermayer observa que a mudança mais significativa de atitude em relação à ausência do Muro na cidade pode ser verificada entre a população da então Berlim Oriental: se hoje 12% dos moradores dizem que preferiam a cidade dividida, os "amantes do Muro" eram só 7% em 2004.

Em outras regiões, ao contrário, o sentimento de que a cidade "era melhor com Muro" era mais acentuado há quatro anos, quando enquetes realizadas pelos dois maiores institutos de pesquisa do país apontaram que aproximadamente 20% dos cidadãos tinham saudades dos tempos de Muro.

Preconceitos continuam existindo

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Bar 'de praia' com resquícios do Muro ao fundoMesmo que em proporções bem menores que nos anos 1990, muitos moradores da parte da cidade que pertencia à ex-Alemanha Oriental (ossis), de regime comunista, continuam mantendo precoceitos contra os então ocidentais (wessis). E vice-versa.

Nos anos que sucederam à queda do Muro, era comum encontrar moradores do leste do país afirmando que o a ex-Alemanha Oriental havia sido "colonizada" pelos ocidentais. Hoje, tais declarações são feitas quase que somente por minorias nos subúrbios ao leste de Berlim. No lado ocidental, por outro lado, continua disseminada a idéia de que os orientais nutrem um excesso de autocompaixão.

Um ponto que une aqueles que lamentam a queda do Muro é a data de nascimento: a maioria nasceu antes de 1973, ou seja, os preconceitos e o saudosismo em relação à cidade dividida está menos presente entre os jovens.

Pavilhão comemorativo

'Pavilhão do Muro' deverá ser construído na Bernauer Strasse. O Muro de Berlim foi derrubado na histórica noite do 9 de novembro de 1989, quando milhares de pessoas puderam, após décadas, cruzar livremente a fronteira entre as duas partes da Alemanha divida. Nos anos que se seguiram, foram demolidas 300 torres de controle e mais de 80 quilômetros de cerca de metal que circundavam a cidade. Mais tarde, foram removidas 160 mil toneladas de concreto.

Devido a uma reclamação constante dos turistas, que se dizem insatisfeitos com o pouco que restou do Muro para ser observado (apenas o Museu Checkpoint Charlie conta a história da barreira de concreto que dividia a cidade), a prefeitura de Berlim resolveu criar um "pavilhão do Muro", a ser inaugurado em 2009, quando da celebração dos 20 anos de queda do mesmo.


As mais espetaculares tentativas de fuga

Sempre houve quem tentasse fugir atravessando o Muro das mais variadas formas: através de túneis, carros, barcos, aviões ou simplesmente com escadas. Alguns tiveram sucesso. Outros, como Chris Gueffroy, um dos últimos a morrer na fuga, não conseguiram vencer a barreira. Casos curiosos ilustram o que foi a vida na fronteira.

■5 de dezembro de 1961 – Com uma locomotiva e alguns vagões, seis homens, dez mulheres e sete crianças partiram da estação ferroviária Albrechtshof, no Leste, rumo a Spandau, em Berlim Ocidental.


■24 de janeiro de 1962 – Pelo porão de uma casa bem na fronteira, 28 pessoas fugiram através de uma galeria subterrânea que passava por baixo de Oranienstrasse, no Ocidente. Este foi o primeiro dos muitos túneis de fuga construídos próximos à fronteira.


■8 de junho de 1962 – 14 alemães orientais seqüestraram um barco de passageiros no Spree, atravessando a fronteira pelo rio sob um tiroteio dos soldados da RDA.


■17 de agosto e 1962 – O pedreiro Peter Fechter foi ferido mortalmente por um tiro, ao tentar transpor o Muro na rua Zimmerstrasse. Os policiais da fronteira de Berlim Ocidental presenciaram sem poder prestar socorro ao jovem que se esvaía em sangue.


■26 de dezembro de 1962 – Uma metralhadora não pôde deter um ônibus blindado que cruzou em disparada o posto de controle Drewitz/Dreilindern, transportando duas famílias.


■5 de outubro de 1964 – 57 homens, mulheres e crianças rastejaram por mais de 150 metros em um túnel ligando a Strelitzer Strasse e Bernauer Strasse em Wedding. Na fuga, um soldado foi morto a tiros. Entre os que ajudaram a organizar a fuga, estava Reinhard Furrer, que mais tarde se tornou astronauta.


■29 de julho 1965 – Partindo do prédio dos ministérios, uma família de Leipzig fugiu em um funicular de fabricação amadora, passando por cima do Muro. Eles desceram no bairro de Kreuzberg, perto da fronteira, em Berlim Ocidental, onde ajudantes ocidentais haviam fixado o cabo.


■29 de agosto de 1986 – Na calada da noite, três berlinenses orientais irromperam a fronteira no Checkpoint Charlie, dirigindo um caminhão com um carregamento de pedras.


■5 de fevereiro de 1989 – Nove meses antes da queda do Muro, Chris Gueffroy, de 20 anos, levou um tiro pelas costas disparado por um guarda da fronteira. Ele havia tentado cruzar as barreiras perto do bairro ocidental de Neukölln.


■8 de março de 1989 – Winfried Freudenberg, de 32 anos, foi o último para quem transpor o Muro foi fatal. Ele morreu na queda de seu balão de gás de fabricação caseira no bairro de Zehlendorf.

■26 de maio de 1989 – Bem em frente ao prédio do Reichstag (Parlamento Alemão), situado no limite da fronteira, mas já do lado ocidental, aterrissaram dois ultraleves com um fugitivo de 34 anos de idade e as pessoas que o ajudaram na fuga.



Muro de Berlim caiu em 9 de novembro de 1989

Aquela entrevista coletiva de imprensa no horário nobre da televisão alemã conta entre as mais memoráveis do continente europeu. Günter Schabowski, porta-voz do governo da então Alemanha Oriental, acabara de anunciar a nova legislação sobre viagens do país. Devido a um mal-entendido, respondeu à pergunta de um jornalista italiano, a respeito do momento em que a lei entraria em vigor, com uma frase que se tornou famosa: "Pelo que sei, ela entra... já, imediatamente".

Como a entrevista era transmitida ao vivo e acompanhada tanto na Alemanha Ocidental como na Oriental, esse lapso de comunicação teve consequências abrangentes para a política mundial.

Pressão popular

Pois, logo em seguida, os cidadãos da República Democrática Alemã, de regime comunista, peregrinaram até a fronteira interna em Berlim. Durante três horas, os guardas de fronteira – que não haviam sido informados do novo regulamento – contiveram o afluxo humano.

Alemães orientais estendem a mão a guardas de fronteira no Checkpoint Charlie
No mais tardar quando a "TV do Oeste" montou suas câmeras e confirmou a sensacional notícia, ficou claro que naquela noite chegava ao fim a divisão da Alemanha, marcada pela construção do Muro de Berlim, em 21 de agosto de 1961.

Tarde da noite, naquele 9 de novembro de 1989, os agentes de segurança suspenderam sua resistência, abriram as passagens de fronteira berlinenses e deixaram as pessoas passarem do Leste para o Oeste e vice-versa, sem que fossem controlados.

Inspiração de Gorbachev
Manifestação de segunda-feira em Leipzig
Durante meses, milhares de cidadãos da Alemanha Oriental vinham realizando passeatas e exigindo com veemência reformas políticas. As "manifestações de segunda-feira", em especial, pelas ruas de Leipzig, já tinham se tornado famosas.

Os manifestantes escandiam: "Nós somos o povo!" e "Gorbil! Gorbil!", referindo-se ao secretário-geral do partido comunista russo, Mikhail Gorbatchev (1931). Desde 1985, ele vinha realizando reformas na União Soviética, numa nova política que os habitantes da RDA também desejavam para si.

Porém, por total falta de espírito reformista, o governo de Erich Honecker (1912-1994) bloqueara as mudanças, precipitando, assim, seu próprio fim.

Fruto da falta de confiança

Em 18 de outubro de 1989, Honecker fora substituído por Egon Kreuz (1937) no cargo de secretário-geral do partido e presidente do Conselho de Estado. Porém, nem isso pôde conter a derrocada do governo comunista da RDA.

Em 4 de novembro, cerca de meio milhão de pessoas haviam se reunido na praça Alexanderplatz, em Berlim Oriental, para protestar em prol de uma reforma do Estado. A partir dessa poderosa manifestação ficou claro que o novo governo não contava com a confiança popular. Cinco dias mais tarde era aberto o Muro. Ao mesmo tempo, tornavam-se cada vez mais fortes as exigências de que se fundissem os dois Estados da Alemanha.

Resistência inglesa e francesa

Algumas semanas após a queda do Muro de Berlim, e em meio ao clamor crescente pela reunificação, iniciou-se, às vésperas do Natal de 1989, um intenso tráfego diplomático na RDA.

A França e a Inglaterra, em especial, mostravam-se ressabiadas diante da perspectiva de uma Alemanha grande e economicamente forte, no centro do continente. Elas tentaram, se não impedir, pelo menos subordinar a certas condições políticas a união da República Federal da Alemanha e da República Democrática Alemã.

Entre o povo e as potências europeias

O chanceler federal da RFA, Helmut Kohl (1930), registrou publicamente tais temores num discurso acompanhado pelo mundo inteiro, diante das ruínas da Igreja Frauenkirche, de Dresden, em 19 de dezembro.

Naquela noite, Kohl confirmou, por um lado, a intenção de respeitar a vontade da população da RDA, qualquer que ela fosse. Por outro lado, reconheceu que uma unidade alemã só seria possível "numa casa europeia". A unidade alemã e do continente eram, portanto, dois lados de uma mesma moeda.

Dessa forma, o chefe de governo rechaçava peremptoriamente uma Alemanha reunificada neutra, num posicionamento que lhe valeu o aplauso frenético dos cidadãos da RDA presentes.

Ainda assim, dois dias mais tarde, o então presidente francês, François Mitterand (1916-1996), voou para a RDA a fim de evitar uma "anexação" desta à RFA. No início de 1990, o processo de unificação de ambos os Estados alemães foi integrado num processo internacional, o qual considerava tanto os interesses dos alemães quanto o das potências aliadas vencedoras da Segunda Guerra Mundial.

Autor: Matthias von Hellfeld
Revisão: Soraia Vilela

Fonte:DW-WORLD.DE

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

TROPICALISMO

"É probido, proibir"




O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.



Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas
de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências,
o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar
a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica.
Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia
e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.



Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção
do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram
o repertório de nossa música popular, instaurando
em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.

Sincrético e inovador, aberto e incorporador,
o Tropicalismo misturou rock mais bossa nova, mais samba, mais rumba, mais bolero,
mais baião. Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País.
Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda. Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares
ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época.
Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”,
de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil,
no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.

Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento,
ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada,
com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.



Fonte: UOL

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ERNESTO "CHE" GHEVARA


O revolucionário, tem o seu rosto estampado nas camisetas de jovens do mundo inteiro, inclusive nos países mais capitalistas...


Esta é sem dúvida a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. Tirada pelo fotógrafo cubano Alberto Korda, a imagem do revolucionário socialista olhando para o infinito, hoje aparece em pôsteres, bottons e camisetas de jovens, principalmente na Europa e América Latina. Mesmo utilizada, às vezes, de maneira banal, sua imagem é o símbolo eterno de coragem, inconformismo e rebeldia contra todas as injustiças do mundo, independentemente de concepções políticas e ideológicas. O fato de ter deixado o poder em Cuba para vir morrer nos confins da selva boliviana, em defesa de seus ideais, o torna um verdadeiro mito latino-americano.

“Se você treme de indignação perante a uma injustiça cometida a qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, então somos companheiros.”
(Che Guevara)

Fonte:..renato artes..

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamentos filosóficos ...

_Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.
Séneca
_A dúvida é o principio da sabedoria.
Aristóteles
_Uma vida não questionada não merece ser vivida.
Platão
_Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
Confúcio
_O amor não se define; sente-se.
Séneca
_Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.
Confúcio
_Se queres prever o futuro, estuda o passado.
Confucio
_Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
Confúcio
_Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.
Séneca
_Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.
Confúcio
_É parte da cura o desejo de ser curado.
Séneca
_Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita.
Confúcio
_A amizade é uma alma com dois corpos.
Aristóteles
_O mestre disse: Quem se modera, raramente se perde.
Confúcio
_A felicidade não se encontra nos bens exteriores.
Aristóteles
_Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje.
Séneca
_Ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia.
Confúcio
_Aprender sem pensar é tempo perdido.
Confúcio
_O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos: eis o verdadeiro saber.
Confúcio
_Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.
Confúcio



Fonte: PENSADOR.INFO

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

curiosidades

Com fotos de mulheres seminuas‚ funerária lança calendário 2010

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Uma funerária italiana já tem pronto seu calendário 2010, que traz belas mulheres seminuas ao lado de caixões. O calendário mostra a cada mês uma mulher ao redor de um modelo de caixão, que pode ser encomendado na loja da Cofanifunebri, em Roma.
O calendário 2010 da funerária está à venda por 9,30 euros ( R$ 24). O dono da empresa, Maurizio Matteucci, defendeu seu calendário. “Caixão é uma mercadoria como quaisquer outras, portanto eu as vendo assim. E os calendários são populares", disse ele em 2007.

CURIOSIDADES?????

Agricultor chinês transforma pêras em pequenos Budas O agricultor chinês Gao Xianzhang, do vilarejo Hexia, província de Hebei, criou pêras em formato de Budas.
O processo demorou 6 anos a aperfeiçoar. Tal processo foi aperfeiçoado através da tentativa e do erro.
O resultado são pêras "criativas" que têm a forma de um Buda.
Parece-me uma ideia bem criativa e que terá bastantes vendas, contudo na Europa a comercialização não deverá ser possível visto que a União Europeia (UE) estabeleceu critérios de pesos e medidas rígidos para os frutos e legumes.
Cada pêra custa cerca de cinco euros.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DICAS MUSICAIS:):):):)novas bandas brasileiras

Ludov
é uma banda de rock alternativo brasileira, formada por Vanessa Krongold, Mauro Motoki, Paulo "Chapolin" Rocha e Habacuque Lima. Lançaram o EP Dois a Rodar, que contém a canção "Princesa", e os álbuns O Exercício das Pequenas Coisas (2005), Disco Paralelo (2007) e Caligrafia (2009).

História
A banda surgiu após o fim dos Maybees, grupo que era composto por todos os componentes da banda atual, exceto por Paulo "Chapolin", que substituiu o antigo baterista que tinha ido para o exterior. A banda Maybees cantava em inglês, mas devido à vontade dos integrantes de renovarem às suas próprias carreiras acabaram terminando a banda.

Os ex-integrantes reecontraram-se alguns meses depois e perceberam que a mesma relação artística que os havia unido no passado ainda existia pois havia muita disposição para a criação de uma banda
renovada; a partir de então compõem e cantam somente em português.

No início da carreira, a banda começou a ganhar espaço na MTV Brasil e já foram apresentados dois clipes no Disk MTV. Ganharam um prêmio no Video Music Brasil da MTV de 2004 com o clipe "Princesa". Já em 2005, concorreram em três categorias com "Kriptonita".

Em 14 de julho de 2009, lançam seu terceiro álbum de estúdio, chamado Caligrafia, com a sua apresentação das suas músicas pela Internet, através do site da banda. Seu primeiro single é a música Reprise.

Membros
Vanessa Krongold
Habacuque Lima
Mauro Motoki
Paulo "Chapolin" Rocha
Álbuns
-Dois a Rodar (EP) (2003)
-O Exercício das Pequenas Coisas (2005)
-Disco Paralelo (2007)
-Caligrafia (2009)

Copacabana Club


é uma banda alternativa formada em junho de 2007 na cidade de Curitiba, Paraná. A banda mistura o indie rock, música eletrônica e new wave com toques de punk e bossa nova. Todas as canções da banda são em inglês.

A banda possui vinhetas e um blog na MTV Brasil, e a canção "Just Do It" é trilha sonora de um comercial da Fox.[2] A banda atualmente está concorrendo ao prêmio de "Artista Revelação" no Video Music Brasil 2009.[3]

História

O guitarrista Alec Ventura voltou de uma temporada de cinco anos em Londres e resolveu fundar a banda ao lado dos amigos Lulli Frank, Tile Douglas, Caca V e Claudinha Bukowski. Após realizarem o primeiro show em São Paulo, a banda viu seus acessos no MySpace triplicarem e acabaram sendo convidados para participar do projeto Levi's Music, que aposta em novos talentos musicais. Membros
Alec Ventura – guitarra e vocal
Caca V – vocal
Claudinha Bukowski – bateria
Rafael Martins – guitarra
Tile Douglas – baixo

Vivendo do Ócio

Criada em Salvador, a banda Vivendo do Ócio foi influenciada por vários vertentes do rock, de Los Hermanos a Franz Ferdinand e até Raul Seixas. Os caras são a atração desta sexta no Estúdio Oi Novo Som, que vai ao ar no portal, às 19h.

A banda baiana também acrescenta elementos experimentais em algumas faixas, como “Meu Precioso” e “Amor em Fúria”. O grupo começou como uma dupla e foi enchendo o som aos poucos.
Atualmente é um quarteto formado por Jailton Cardoso (voz e guitarra), Diego (bateria) e os irmãos Luca Bori (baixo) e Davide Bori (guitarra).

Os roqueiros chegaram a tocar em importantes festivais pelo Brasil, animando a platéia de eventos como o Festival de Verão (BA), Abril Pro-Rock (PE) e Oi Noites Cariocas (RJ).

Depois de algumas gravações mais caseiras, o grupo lançou “Nem Sempre Tão Normal, primeiro trabalho comercial, produzido por Rafael Ramos, que já trabalhou com Pitty, Cachorro Grande e Ultraje a Rigor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

JOVENS MOTOQUEIROS


Na trilha
Sob duas rodas



Fazer trilha de moto é a nova onda em Senhora de Oliveira, de uns anos pra cá aumentou e muito a pratica desse esporte radical que vem crescendo em todo país, se tornando cada vez mais popular. Não poderia ser diferente, pois a cidade tem muitos adeptos das “duas rodas”, e desde que ocorreu a primeira competição de MotoCross no município, um grande número de pessoas se apaixonou pelo esporte.
Na região estão ocorrendo muitas competições, fazendo com que os jovens pilotos comecem a participar iniciando como amadores. E com tantos jovens e adolescentes praticando e cada vez mais cedo, é possível que algum deles se torne profissional. Um desses jovens motoqueiros está tendo um bom desempenho destacando-se e ganhando algumas etapas do campeonato regional; é o Alexandre mais conhecido como “Fera”, ouve se falar muito bem dele; que tem muita coragem e talento.
Esse é um esporte perigoso, por isso os pilotos principalmente os mais novos devem sempre usar os equipamentos de segurança, fazer a manutenção da moto e andar somente em lugares desertos longe dos pedestres, e que os mais experientes dêem o exemplo.
Andar de moto competindo ou por simples lazer em uma trilha, só faz bem tanto para o corpo quanto para a alma. Principalmente trilha que colocam esses jovens em um contato maior com a natureza, proporcionando-lhes belíssimas paisagens e sensações em meio ao sobe e desce das montanhas.

Rildim Romao